A simplicidade do profeta de Deus

As duras palavras de Jeremias contra o culto exterior e supersticioso do Templo de Jerusalém valeram-lhe a acusação de blasfêmia contra o Senhor e um processo perante os juízes do povo reunidos, por haver anunciado a destruição do Templo e da cidade. Porém, a palavra do profeta Jeremias é um convite a viver a essência da religião: a conversão interior e a observância da Lei e da Palavra de Deus, elementos e condições determinantes de uma presença renovada do Senhor Deus entre o seu povo (Cf. Jr 26,1-9).

Deus através da boca do profeta anuncia ao seu Povo que se o mesmo continuar a violar a aliança, não a integrando na vida, será destruído o Templo, pois ele não é mais sinal da sua Aliança, mas o sinal de uma falsa segurança por conta do pecado do povo, e a cidade de Jerusalém, como consequência, deixará de ser lugar Santo e passará a ser sinal de maldição divina. Jeremias é ameaçado de morte por trazer esta mensagem do Senhor Deus, ao falar contra o Templo, quando no fundo, sua mensagem trata-se de um resgate dos valores da Aliança, revestida de uma verdadeira honra prestada com santidade de vida ao local da “habitação de Deus” (cf. Jr 7,1-11).

A mesma cena acontece com Jesus quando Ele expulsa do Templo os vendilhões e todos os outros que fazem do Templo de Jerusalém um centro de comércio e cultura. Ao falar contra a postura daqueles que estão no Templo, o Cristo reafirma: “A casa de meu Pai é casa de oração!” (Cf. Mt 26,59-61).

 Hoje compreendemos bem a postura de Jeremias e de Jesus. Um templo construído, edificado por pedras ou tijolos não conta absolutamente nada, “não vale de nada”, se os seus frequentadores não são o autêntico Templo de Deus, no qual é acolhida sua Palavra e Ele é invocado com coração puro e lhe é oferecida uma existência íntegra.

Nós somos Igreja, Templos vivos de Deus vivo, por isso devemos todos os dias questionar se enquanto tal somos nós sensíveis às exigências divinas, se não pomos uma falsa segurança em práticas religiosas exteriores, enquanto desprezamos o mais e o melhor, que está em nós: a Habitação de Deus. Honramos a Deus não com palavras, mas com gestos, honrando em nós o Templo Vivo que é sua Habitação.

No Templo “Igreja” se reúnem aqueles que escutam o Cristo Jesus, os membros de sua família. A Eucaristia nos ajuda a vivermos esta realidade de Templos vivos de Deus ao mesmo tempo em que nos exige um severo exame de vida.

 Conhecemos a cena do Evangelho onde vemos que os conterrâneos de Jesus não entendem o seu ensinamento, duvidam de sua sabedoria e se escandalizam com o seu modo de agir, pois o conheciam como o “filho do carpinteiro” e de Maria. A consequência é que Cristo ali “não pode fazer muitos milagres”, não pode anunciar o Evangelho e sua verdade. O escândalo que se dá por parte dos nazarenos era comum: a não aceitação do profeta (Cf. Mt 13,54-58)

Se formos olhar bem para a realidade de nossas comunidades veremos que nós somos sempre assim; não aceitamos um profeta, a não ser que ele tenha algo espetacular que chame a atenção e se imponha, deixando de lado a sua coerência de vida, a sua retidão de espírito, e as obras autenticas de justiça e santidade que pratica e ensina, como fizeram com Jeremias e Jesus.

Portamos-nos assim porque somos superficiais, não vamos a fundo à vida de “tais profetas”, e nos metemos a conhecedores da vida dos outros “profetas”. Acolhemos os profetas espetaculosos de fora e rejeitamos os coerentes e doces profetas que Deus suscita em nosso meio. Assim fizeram com Jesus Profeta, assim se continua a fazer com Jesus Profeta presente no próximo.

Infelizmente isto é comum em meio aos homens. Quantos são os maridos que se cansam da mulher, porque ela é “boa”, mas não brilhante, não chama atenção. Quantas são as esposas que desprezam seus maridos, porque ele é “legal”, porém sem prestígio ou presença, não chama atenção. Quantos são os membros de comunidades que desprezam os pequenos e grandes profetas e sua obra, porque são pessoas comuns, não chamam atenção.

O evangelho nos ensina que seguir a Cristo é procurar não a glória externa, mas a claridade interior; Esta é a motivação do profeta, que tal como Jesus é rejeitado porque se mostra “um dentre os outros”. Jesus passa ao nosso lado “nos outros” e é nestes que ele quer ser reconhecido e acolhido.

Não há mais milagres porque são impossíveis, eles não existem porque não existe a fé, aquela fé que deveríamos colocar na simplicidade da Obra de Deus e depositamos naqueles que em “nome de Deus” são espetaculosos e somente chamam a atenção.

Os profetas autênticos são simples. Os cristãos autênticos são simples. Deus é simples. Ser simples é ser como Jesus. Quem assim vive é no mundo sinal profético do Reino de Deus, por isso nos esforcemos para acolhermos com abertura de coração e simplicidade aqueles que Deus levanta como profetas em nosso meio, para que Dele seja a maior glória e honra sempre!

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

Sexta feira da 17ª. Semana do Tempo Comum (Ano Par) – 03.08.2012

A eficácia da oração

Ezequias era um dos maiores descendentes de Davi. Foi acometido por uma doença que o pôs em perigo de morte. Será o profeta Isaias que lhe confirma a gravidade do mal que havia lhe acometido. Naturalmente a fé de Ezequias se abalou e também abalada ficou a convicção de uma retribuição terrena como manifestação da justiça de Deus, segundo a mentalidade da época. Diante da enfermidade Ezequias se dirige a Deus, sem adiantar pedidos preciso, mas apenas lembrando sua conduta íntegra. Em outras palavras, na sua oração ele confia em Deus e a ele se abandona (cf. Is 38,1-6.21-22.7-8)

Ezequias tem sua oração atendida pelo Senhor. De fato, a oração é eficaz, quando feita de coração sincero, com extrema delicadeza, com confiança e abandono, mesmo que por detrás haja lágrimas, sofrimento e pranto incontido a acompanhá-la. Ezequias não pede expressamente sua cura, mas é claro em sua oração este ardente desejo de ser curado, quando ele diz de modo simples: “Senhor, recorda-te de que passei a vida diante de ti com fidelidade”. Deus interpreta a prece de Ezequias e lhe responde com a cura, pois Ele sabe o que realmente nosso coração deseja e necessita.

Um dia nós aprendemos a rezar. Quem nos ensinou foi o Cristo Jesus, que nos mostra que é preciso pedir a Deus com simplicidade de coração, do mesmo modo como faz a criança com seu pai ou sua mãe. Na oração pedimos os bens e dons espirituais, as coisas materiais, e não desagrada de modo algum a Deus que lhe peçamos também a saúde do corpo, quando necessário, pois Ele sabe que nós, como Ezequias, somos apegados à vida.

Porém, a oração é boa quando ela não pretende ligar Deus aos nossos caprichos ou interesses. Ela sempre deve ser baseada na confiança e no abandono a Deus, pois Ele sabe o que é melhor para nós. Devemos crer em seu amor, nos encontrar no centro de seu plano de salvação, que sempre é diferente e melhor que os nossos planos.

A oração está intimamente ligada ao amor. Porque não aprenderam a amar, muitos cristãos nunca aprenderam a orar como convém. Por isso Jesus nos diz no Evangelho: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mt 7,11). Ele não dá somente porque Ele é bom, mas sobretudo porque Ele nos ama. Nisto consiste a realidade da oração: amar como o Senhor Deus nos ama.

“Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate a porta será aberta” (Mt 7,7-8). A oração é súplica: é preciso antes pedir, se quisermos receber. Quem pede mostra confiança naquele a quem pede, este é o valor da oração: confiança. Quem procura não se conforma em ficar sem aquilo que perdeu, esta é a condição da oração: perseverança. Quem bate à porta procura ser acolhido e certamente agradecerá depois, esta é a motivação da oração: gratidão.

A oração tem uma eficácia infalível, pois Jesus promete que toda prece será ouvida. Porém, nem tudo aquilo que pedirmos nos será dado, pois as vezes sem saber pedimos a Deus pedras (inutilidades) e serpentes (coisas nocivas), o Pai só nos dará coisas boas, o que é bom para nós, o que nos ajuda a viver a sua vontade, pois Ele quer que sejamos bons como Ele é bom e fazermos o bem a todos os homens: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles” (Mt 7,12).

A oração necessita ser perseverante. Não existe uma técnica infalível de se fazer pressão sobre Deus, para que Ele nos atenda. Isto nada tem a ver com a alma da oração. Ora bem quem ora com confiança e abandono em Deus, pois a oração afirma e reafirma a bondade de Deus e a certeza de que Ele é sempre inclinado a nós, Ele nos ouve e nos ouve sempre com alegria, e na mesma alegria dispõe sobre nós os resultados da nossa oração, mais cedo ou mais tarde, Ele nos atende e nos assegura da sua fidelidade.

Pouco a pouco, orando sem nunca parar, chegaremos a tal contato com Deus que em nossa prece estará sempre presente aquela súplica mais profunda: “Seja feita a tua vontade!”.

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

Em um olhar, a salvação

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O tema de João 8,21-30 é o da partida próxima de Jesus, em relação à fé e a salvação. Os interlocutores são os judeus.

Os judeus compreendem que a morte de Jesus pode estar próxima, uma vez que Jesus fala de sua partida para um lugar onde eles não poderão ir, o que levam a levantar a hipótese de suicídio por parte de Jesus, deixando de perceber que a causa da morte de Jesus é a própria incredulidade deles, da recusa diante da revelação sobre quem de fato é Jesus, da não aceitação do fato que Jesus é o Filho de Deus, o enviado do Pai para fazer a vontade dele e viver em plena comunhão com ele. Alguns judeus creram e a semente do Reino foi lançada, mas muitos não creram, resultando na morte de Jesus.

Os judeus perguntam a Jesus: “Quem és tu?”. A resposta virá após Cristo ser elevado à cruz e á glória: “Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que Eu Sou”. Ao mesmo tempo em que Cristo revela sua divindade, revela também sua contínua dependência do Pai na revelação e na prática. Muitos creem que Cristo é o Filho, o Servo obediente em tudo ao Pai.

A elevação de Jesus na Cruz é a consumação da nova criação de Deus. No sentido de que a humanidade é “elevada” à participação da vida divina. Estar com o Pai e fazer o que é do seu agrado, é a nossa vocação por excelência.

Ao contemplarmos o Cristo preso à Cruz é impossível não pensar no olhar cheio de confiança de quem se voltava para a serpente no deserto para obter a cura, pois aquele olhar era uma vida voltada para a salvação (Cf. Nm 21,4-9). É impossível também não pensar no olhar de quantos no Calvário contemplavam Jesus erguido entre o céu e a terra para a salvação do mundo. É impossível não pensar nos olhares que diariamente olham para o crucifixo e agradecem ao Pai por tamanho gesto de amor que nos levou à salvação.

Não podemos deixar de falar do olhar do Cristo, que do Alto da Cruz, no Calvário, pousou sobre todos e cada um dos presentes, um olhar que naquele momento abraçou toda a humanidade e continua hoje a olhar-nos, no desejo de cruzar o seu olhar com o nosso olhar, para que a nós seja manifestada a riqueza infinita do seu amor.

O olhar de Jesus é um olhar rico que assume a vida no concreto de suas manifestações, e que não pousa em vão sobre aqueles que se voltam para ele na fé e no amor.

Que o olhar do Cristo Jesus nos ajude a caminhar, esperar e perseverar rumo à salvação definitiva.

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

Não Desista

Quando nada deu certo e você já tentou todas as alternativas,
não se desespere. Deus proverá uma solução.
ELE É UM DEUS FIEL E TE GUARDARÁ DE TODO MAL.

Momentos ruins não são eternos!
São como tempestades, só duram por um momento!
Olhe para trás e veja quantas coisas piores você já  passou e superou!
Algumas vezes as tribulações acontecem em nossa vida para nos amadurecer.
Portanto ANIME-SE.

Quando estiver triste, olhe para o céu e veja quão grande é!
Se Deus foi capaz de criar o céu, pode também resolver os seus problemas…
que são mínimos perto de um obra tão grande!
SEUS PROBLEMAS NÃO SÃO
MAIORES QUE DEUS.

Faça como os triatletas das Olimpíadas,  mesmo não conseguindo chegar
em primeiro, lutam para chegar até o fim!
Portanto não desista dos seus ideais.
LUTE ATÉ O FIM, NÃO DESISTA
NO MEIO DO CAMINHO,
DIGA EU VOU VENCER!

Se estiver triste, chore! Alivie a alma!
Jamais deixe que a tristeza  tome conta de você!  Jesus fala:
“ALEGRA-TE! TENDE BOM ÂNIMO
QUE EU SOU CONTIGO!”

Busque a Deus de todo o seu coração!
Lembre-se que buscar a Deus  tem que ser uma busca
constante, diária.  Deus tem a solução para todos os seus problemas!
Para Deus nada é impossível !!!
TENHA UMA VIDA
DE COMUNHÃO COM DEUS!

Tenha amigos, nunca em quantidade, mas em qualidade!
Busque amigos que te acrescentem pessoal e espiritualmente! Se eles nada te acrescentarem…
AFASTE-SE!!!
AS MÁS COMPANHIAS
CORROMPEM OS BONS COSTUMES!

Tenha sonhos!
É nos sonhos que Deus age
e revela o seu infinito poder.
NUNCA DEIXE DE SONHAR!
TENHA OBJETIVOS!

Reme contra maré!
No decorrer da sua vida, você encontrará pessoas
que irão te jogar  “água fria”!!! Irão falar que você é incapaz …  que é impossível!
Dirão que aquilo que você tanto almeja não é para você.
NÃO DESISTA!
O DEUS QUE SERVIMOS
É O SENHOR DO UNIVERSO.

Tenha a certeza que dias melhores virão
e tudo tem um propósito na nossa vida!
Nada é por acaso.
ENTREGA O TEU CAMINHO AO SENHOR,
CONFIA NELE E O MAIS ELE FARÁ !

(Desconheço o autor)

A Ressurreição e Ascensão de Jesus Cristo ao céu

INTRODUÇÃO:

No Domingo de Páscoa o Senhor ressuscitou como tinha predito, aparecendo a Maria Madalena, aos Apóstolos e discípulos. Ainda que a Sagrada Escritura não o diga, porque resulta evidente, devemos supor que apareceu em primeiro lugar a sua Mãe Santíssima.

A Ressurreição de Jesus Cristo é a festa das festas, o centro ou ponto de referência de todas as celebrações. É a Páscoa do Senhor, a passagem do Senhor, o triunfo definitivo de Deus entre os homens.

Depois de passar quarenta dias com seus discípulos, o Senhor subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. A Igreja celebra este acontecimento na festa da Ascensão do Senhor.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. A Páscoa é a festa mais importante do ano

A festa da Páscoa comemora o triunfo de Jesus Cristo ressuscitado. A Igreja a celebra com tanta solenidade, porque é o ponto alto da realização de nossa Redenção, a confirmação da nossa fé.

Efetivamente, Jesus Cristo -com sua morte- nos livrou do pecado e nos reconciliou com Deus, e por sua ressurreição nos abriu as portas do céu. A ressurreição de Jesus é o fundamento da religião cristã, porque é o argumento principal da divindade de Cristo e da verdade de nossa fé.

2. A ressurreição de Cristo é um fato histórico

A ressurreição de Cristo consiste em que sua alma voltou a se unir ao mesmo corpo, saindo vivo e vitorioso do sepulcro, para nunca mais morrer. Ainda que o acontecimento em si não tenha sido presenciado pelos homens, este milagre é um fato histórico que muitas testemunhas puderam comprovar porque, o que antes tinha morrido, aos três dias apareceu-lhes vivo e com seu mesmo corpo, agora glorificado.

Por sua vez, a ressurreição de Cristo transcende a história porque este milagre -não presenciado por homens- é objeto de nossa fé, atestado pelos anjos, por Cristo e pela Escritura, sendo a confirmação da divindade de Jesus e da verdade de sua doutrina; além disso, sua força salvífica abarca todos os homens e toda a história.

3. Jesus Cristo subiu ao céu e está sentado à direita do Pai

Esta afirmação de nossa fé significa que Jesus Cristo, transcorrido o tempo de sua vida na terra, ascendeu vivo e glorioso ao céu, onde -enquanto homem- compartilha o poder e a glória com o Pai e o Espírito Santo.

4. A Páscoa é o triunfo de Cristo

Durante a Semana Santa contemplamos grandes mistérios de amor e de dor: a quinta-feira santa está centrada no Mandamento novo de amor, na instituição da Eucaristia e do sacerdócio; a sexta-feira santa é a celebração da paixão e morte; o sábado santo é o dia da expectativa, cheia de recolhimento e esperança.

Nesta impaciente espera, a Igreja celebra a ressurreição durante a noite do sábado ao domingo: a Vigília Pascal. É a “noite sacratíssima”, na qual se acende o círio pascal, que simboliza a luz de Cristo; as leituras bíblicas rememoram as grandes intervenções de Deus com o homem, desde a criação até a redenção; renovam-se as promessas do batismo. O aleluiarepetido três vezes, o som dos sinos e os acordes do órgão, as luzes, as flores, tudo irrompe como a vida nova de Cristo ressuscitado.

5. Jesus Cristo vive e é o fundamento da vida cristã

O círio pascal recorda que a luz do mundo é Cristo, que morreu mas ressuscitou, e vive e permanece conosco na Igreja e na Sagrada Eucaristia. Assim como Cristo, que começou com sua ressurreição uma vida nova, imortal e gloriosa, assim também nós devemos ressuscitar espiritualmente, renunciando para sempre ao pecado e amando só a Deus e ao que nos leva a Ele.

A diferença fundamental que distingue A Jesus Cristo dos fundadores de outras religiões é que ninguém se proclamou Deus, Salvador do mundo e centro de todos os corações, como Ele o fez, apelando a seus milagres, sobretudo à ressurreição, como garantia de suas palavras e doutrina.

6. Cada domingo celebramos a ressurreição de Jesus Cristo

Jesus Cristo morreu na cruz na sexta-feira santa e ressuscitou no domingo da Páscoa da Ressurreição. Por isto chamamos dedomingo o dia do Senhor: porque neste dia, o Senhor ressuscitou. Mas é tão grande o milagre da ressurreição que não só celebramos este dia, mas todos os domingos do ano. Cada domingo nós cristãos vamos à Missa para celebrar a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ

· Fazer muitas vezes ao dia, atos de fé na ressurreição de Cristo e de sua presença entre nós, especialmente na Sagrada Eucaristia.

· Viver o domingo como a celebração da ressurreição de Jesus Cristo.

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela

Fonte: Livro “Curso de Catequesis” da Editora Palabra, España

Tradução: Pe. Antonio Carlos Rossi Keller

O Tempo de Deus

O tempo é algo que rege a nossa vida, pelo tempo nos organizamos. Nossas atividades humanas estão ordenadas ao tempo, um tempo determinado. Para nós cristãos, o nosso tempo deve ser determinado por Deus, cumprido de acordo com a sua vontade: o tempo Dele e não o nosso. Aceitar o tempo de Deus é aceitar o que Ele prepara e o que Ele permite.

O Eclesiástico nos ensina: “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz”. (Eclo 3,1-8).

Tudo tem seu tempo. Por isso não podemos desperdiçar a vida com coisas inúteis. É preciso ter compromisso com o tempo, compromisso com Deus, compromisso com os irmãos e conosco mesmos.

Certa vez Jesus perguntou aos discipulos: “Quem sou eu?”. A resposta vem de Pedro: “Tu és o Cristo de Deus”. Jesus proíbe a Pedro e os outros que digam quem Ele é, porque primeiro é preciso compreender em que sentido Ele é o Cristo. A referência é para a “Hora da Paixão”. (Cf. Mt 16,13-20).

Jesus ora porque só na fé Ele pode ser reconhecido. Pedro, embora professe de modo grande a sua fé, também não compreende no primeiro momento a postura e a identidade de Jesus. Jesus adiante irá rezar para que Pedro confirme na fé os seus irmãos, para que compreendam o sentido de sua Paixão.

Isto acontece no tempo atual, nos dias de hoje, na Igreja, enquanto caminhamos na fé sempre temos a necessidade de sermos confirmados na fé por Pedro, no magistério, na Doutrina e na Palavra.

Jesus nos questiona: “Quem sou eu?” Ele espera de nós uma resposta pessoal, espera também que tomemos parte em sua Paixão e Morte. Espera ainda que cada um se comprometa com Ele e com sua obra.

O Salmista canta: “Vós fostes Senhor um refugio para nós” (Cf. Sl 42). De fato, Ele é nosso refúgio seguro, mas, Nele nos refugiamos porque realmente necessitamos de segurança ou porque simplesmente mascaramos o que realmente somos atrás da Santa Imagem de Deus?

Iniciamos a Semana Santa. Estamos vivendo um tempo especial, porque não dizer um tempo de Deus. Mais do que celebrações, a Semana Santa é marcada por este tempo de salvação, que nos convida a parar e penetrar nos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Cristo Jesus.

Iniciamos a Semana Santa, iniciamos um tempo de retiro.

Esta santa semana é tempo de nos refugiar em Deus, por isso levemos nestes dias alguns pontos para a nossa reflexão:

  • Tenho vivido o tempo de Deus ou o meu?
  • Tenho me comprometido com a obra do Pai realizada na Paixão, Morte e Ressurreição do Salvador?
  • Quem é Jesus para mim?
  • Estou realmente aberto à ação de Deus na minha vida ou vivo desta ação apenas em momentos?

A Semana Santa é este tempo de reinflamar o carisma de Deus que há em nós (Cf. 2Tm 1,1-3.6-12). É tempo de nos unir à Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, com Ele morrer e ressuscitar para a vida nova, “porque Ele levou sobre si as nossas dores…”

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

A necessidade de rezar sempre e nunca desistir…

À oração perseverante Deus inclina os seus ouvidos, ouve nossas súplicas, está atento ao nosso clamor e realiza a sua justiça, pois orar com perseverança é orar com fé. Deus não rejeita uma oração sincera e insistente. Ele não resiste à voz de seus filhos “em súplica”.

Um dos segredos da oração é a persistência. É preciso persistir, orar e orar, e orar mais. Na busca, na intimidade, no diálogo com Deus, nunca desistir, mas persistir. Às vezes Deus se faz silêncio, mas Ele permanece atento, ouvindo-nos, cuidando de nós e de nossas necessidades. Por vezes até esquecemos com o tempo o que necessitávamos, mas não no nosso tempo, no tempo Dele, sua vontade se realiza em nossa vida. Basta crer, esperar e orar com persistência.

A fé é elemento essencial para a oração, dispensa qualquer comentário. É possível orar sem fé? Então…

Outro ponto importante a considerar: A oração sincera e perfeita parte da Palavra de Deus, pois Ela comunica a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo crucificado e ressuscitado.

Ademais, toda oração deve ser inspirada por Deus, qualificar o cristão para a boa obra, ao mesmo tempo em que deve ser dever primordial de todo cristão, pois orar é falar com Deus, com ele ter amizade, intimidade.

A oração, a fé e a Palavra de Deus são tesouros inestimáveis destinados aos filhos de Deus a fim de que suas vidas sejam conformadas à Suprema Vontade do Pai. Como tesouros devem ser valorizados.

Vamos olhar para a nossa vida e sermos sinceros: Estamos valorizando a nossa vida de oração, a nossa fé e a Palavra de Deus? A resposta cada um deve encontrar dentro de si mesmo…

Ouso em lançar um questionamento ainda maior, que não sei se somos capazes de responder: “Quando Jesus voltar será que Ele encontrará a fé sobre a terra e homens e mulheres que valorizam a oração e a Palavra de Deus?”.

Que o Pai dos céus abra o nosso coração, para acolhermos a Palavra de seu Filho e nosso Salvador Jesus com amor e disponibilidade, certos de que a Palavra do Senhor é viva e eficaz, que tem poder para mudar os pensamentos e as intenções do coração e sempre será a fonte de inspiração de toda oração que deseja tocar o coração de Deus.

Que a oração nos leve além e que ela nos coloque sempre à disposição de Deus e nos leve a servi-lo de todo o nosso coração.

 

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

Eis que farei coisa nova!

“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.

Eis que farei coisa nova, e agora sairá a luz; porventura não a sabereis?

Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo”. (Is 43,18-19)

 A relação entre Deus e Israel foi marcada por amor e ingratidão. Da parte de Deus, o amor; da parte do povo, a ingratidão.

O profeta Isaias, na voz de Deus anuncia um reavivamento do anúncio de libertação: “eis que farei coisa nova”.

Estamos falando de uma salvação que deve ser esperada, pois o profeta estimula o povo a descobrir nos acontecimentos da vida, a intervenção de Deus, que está por realizar algo novo.

É um convite a superar o passado no hoje da graça de Deus.

“Eis que vou realizar uma coisa nova”, trata-se de uma nova criação que Deus faz despontar em nossas vidas.

Nossa vida é contínua, vivemos um dia após o outro, o que fizemos ontem, não podemos refazer hoje.

As dores e os erros antigos não podem ser remediados, a não ser pela cura divina… Para o cristão não existe a expressão: “Há se eu pudesse voltar ao passado…”

Deus quer fazer “obra nova”, ou seja, um novo dia, uma nova oportunidade de acertar e recomeça abrindo o nosso coração à cura, pois o dono dos nossos dias é Deus e Ele auxilia nossa caminhada rumo à eternidade.

O Senhor nos diz: esqueça as coisas antigas e lançai olhar sobre a Obra Nova – Ele faz novas todas as coisas! (Cf. Ap 21,5; Is 48,6).

Vivemos um tempo de renovação no Espírito Santo; Ele é derramado em nós e na Igreja, onde há dons, alegria e poder de Deus, as dores são curadas e as feridas cicatrizadas.

Um tempo em que devemos trazer a memória o que nos dá a esperança, e não um passado que nos feriu, acusou e nos causou dores.

A base desta nova criação é a confiança em Deus, o esperar em Deus, a confiança em sua fidelidade, e assim não remoer as feridas do passado, mas, viver no hoje da nossa história a graça e a misericórdia de Deus, que em nós, por meio do Cristo renova sua obra e salvação.

Alegria, pois, coisas novas estão para acontecer em nossas vidas, é preciso deixar para trás o que passou, deixar de viver o ontem, para se enxergar e viver o novo de Deus hoje.

Lamentar o passado impede que o renovo de Deus seja eficaz em nossa vida…

Por vezes carregamos o passado como uma mala sem alça ou um grande baú pesado… Temos coragem de abrir o baú? O que dele podemos e devemos jogar fora?

O ontem se foi, hoje somente a graça de Deus: “Este é o dia que o Senhor nos fez!”

É preciso mudar, sair do nosso conforto – não gostamos disso e por isso ficamos indiferentes, cegos e surdos.

O que você vai fazer com o ontem?

Solte o ontem. Ele serve somente para lições, para que não erremos amanhã. Solte o passado, viva o hoje de Deus. Cada manhã é um tempo novo e você, eu, nós, fomos chamados para algo novo em nossas vidas.

É tempo de ressurreição, de restauração, de renovação! O Espírito de Deus move tudo, coloca as coisas no lugar, reaviva o vale de ossos secos, abre vias no deserto, faz correr rios no deserto, tudo isso porque Ele não vive e nem age em função do ontem, mas em função do hoje de Deus!

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

DIANTE DO ALTAR: RECONCILIADOS!

Hoje não quero desenrolar grandes reflexões, mas apenas trazer um breve pensamento sobre o perdão e a reconciliação.

Jesus nos diz no Evangelho: “Antes de apresentar a tua oferta diante do Altar, vai e se reconcilia com o teu irmão” (Cf. Mt 5,23-26).

Nós precisamos entender que para ser cristão é preciso perdoar e amar. Se não for assim, não podemos ser cristãos. Amar e perdoar consiste em ir ao Altar do Senhor como reconciliados!

O perdão traz liberdade, gera vida, cura as doenças físicas, espirituais e emocionais. Perdão é decisão!

Porém, não significa que ao perdoar se deve esquecer, pois perdoamos porque precisamos perdoar, para nos livrarmos de todo ressentimento ou mágoa que esfriam e secam nossos corações e vidas e aos poucos nos matam. Por isso que se diz que o perdão é caminho de libertação!

Estamos vivendo mais uma Quaresma, este tempo favorável da graça de Deus sobre as nossas vidas, que, também é tempo de Perdão! Tempo de perdoarmos uns aos outros. Tempo de voltar pelo caminho que percorremos, pegar a oferta que deixamos em determinado ponto e reconciliados nos apresentarmos diante do Altar do Senhor!

Você está disposto a fazer esta experiência?

Seminarista Rodolfo Marinho

 

A misericórdia: Cura para o nosso pecado…

1. Há uma realidade que nos cerca, que nos acompanha dia após dia em nossas vidas: Somos Pecadores! Somos chamados a assumir essa realidade, para que se revele sobre nós a face misericordiosa de Deus. Se não temos consciência da nossa situação em relação ao pecado, dificilmente a misericórdia de Deus vai agir e estar presente em nossas vidas.

O pecado é aquela mancha original com a qual todos nós nascemos, por conta da corrupção que entrou no mundo por meio de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Ele está impregnado em nós, faz parte da história do homem como individuo e como ser social. E por isso, infelizmente não há opção que nos leve a pecar ou não.

No entanto, podemos escolher, e assim procurar viver em meio a nossa luta diária com aquilo que não é bom em nós, se queremos trilhar uma vida em santidade e temor a Deus, ou trilhar uma vida sem separar nela um lugar privilegiado para Deus. A vida da santidade e do temor é o caminho de Deus; a outra “face” desta vida, é o caminho que nós trilhamos como bem entendemos, fugindo assim de todo e qualquer compromisso com a santidade e a perfeição que o próprio Deus nos oferece, portanto, é o caminho do pecado.

2. Pecamos, isto é fato! Porém, temos o consolo do próprio Deus, que em sua Misericórdia infinita, não aponta o nosso pecado, a ponto de nos julgar, mas, se preocupa com o nosso coração, e com a nossa vontade de recomeçar, de voltar atrás. Trata-se daquela velha sempre nova novidade: Deus odeia o pecado, mas, ama o pecador! E assim nos leva a ter uma experiência profunda em sua Misericórdia… É a experiência do “cair”, “levantar-se” e “imergir” no Amor de Deus: O RECOMEÇO.

Muitas vezes nos achamos no fundo do poço, no lamaçal; nos sentimos a “laranja podre” da cesta por conta do nosso pecado; no entanto, Deus se levanta de nós e nos ergue, nos dá o seu perdão, se assim nós o quisermos, levando-nos a ter experiência intima de amor com Ele e a fazer também uma série de propósitos de mudança de vida e de não voltar a pecar… Porém, mais na frente caímos de novo, erramos de novo, voltamos ao fundo do poço e Deus mais uma vez vem em nosso favor e nos tira desta situação. Se mil vezes nós cairmos, mil vezes Deus nos levantará! E porque? Porque Ele nos ama!

Por esta divina razão, somos chamados a viver no temor, certos de que Deus não nos abandona e nem se esquece de nós: “Como um pai tem piedade de seu filho, assim o Senhor tem piedade dos que o temem. Porque ele sabe de que somos feitos, lembra-se de que somos pó” (Sl 102,13-14).

3. Deus é Misericórdia! O nosso Salvador Jesus nos revela esta face de Deus por meio do Evangelho: Um Deus de Cura e de Perdão; Um Deus que cura os nossos males físicos e espirituais; Um Deus que traz Salvação para quem está perdido por causa do pecado; Um Deus que nos ama a tal ponto de entregar seu Filho Único para morrer numa Cruz, a fim de nos resgatar, de nos dar a salvação e de perdoar os nossos pecados; Um Deus que nos ensina a lição do perdão e da Misericórdia!

4. “Só Deus pode perdoar os pecados!” (Cf. Mc 2, 7). Esta frase contesta Jesus quando ele cura o paralítico (Cf. Mc 2,1-12). Pois bem, de fato, só Deus tem poder para perdoar os pecados do homem, no entanto, Jesus na qualidade de Filho de Deus, e portanto, na qualidade do próprio Deus que o é, cura o paralítico, provando assim a sua divindade em primeiro lugar e no mesmo episódio vai nos ensinar a lição da Misericórdia!

O que Jesus fez ali foi mais que um sinal ou um milagre, foi uma “nova criação” literalmente na vida daquele homem. É assim que Deus agiu e continua agindo: Ele esquece os pecados e cura… Esta é a nova criação que nasce de um Deus que perdoa os pecados, cancela-os e os lança “para trás de si”: “Sou eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados.” (Is 43,25).

Mais uma vez afirmamos: Deus não se importa com o pecado, mas, com a vontade do pecador em acertar o seu erro!

5. Neste ponto, podemos desviar brevemente a nossa reflexão para o Sacramento da Penitência. Hoje, mais do que nunca muitos dizem por ai, que só Deus pode perdoar os pecados, e usam deste artifício para repudiar a confissão, preferindo confessar-se diretamente com Deus.

Deus ouve? Certamente! Mas, não tem sentido algum “confessar-se diretamente com Deus”, sendo que Ele mesmo através do seu Filho e nosso Salvador Jesus Cristo deixou para nós tal sacramento. Além do que,em toda Históriada Humanidade Deus sempre se manifestou por meio de alguém e nunca diretamente…

Somente Deus perdoa os pecados, isto é certo! E é o que acontece no Sacramento da Penitência: O Sacerdote empresta seus ouvidos e suas mãos para que Deus por meio da oração da Igreja conceda o perdão dos pecados e o retorno à graça. Não é o padre que perdoa, mas, o Autor do Perdão: O próprio Deus!

6. Talvez seja por causa desta consciência de que se confessando diretamente com Deus o problema está resolvido, que o homem de hoje perdeu a consciência e o sentido do pecado. Eu peco aqui e ali eu peço perdão a Deus. E tem mais: muitos acham que certos atos e atitudes são “normais” nos dias de hoje e por isso, aquele ou este determinado ato não necessita de Deus e muito menos de seu perdão e misericórdia.

Hoje em dia, na concepção atual, tudo é permitido e nada é pecado… O que leva as nossas opções fundamentais de vida, os nossos conceitos morais e cristãos a perderem seu valor; a naufragarem no “não pega nada” desta onda que tem tomado às consciências de que “Pecar é normal!”.

É normal tirar a vida de alguém, porque está atrapalhando o meu caminho; é normal realizar um aborto, porque este “ser” vai atrasar a minha vida; é normal usar drogas porque assim eu fujo da realidade, e me escondo em um mundo só meu; é normal “atacar” a vida do irmão com palavras e gestos porque ele fez a mesma coisa contra mim; é normal viver uma sexualidade desregrada porque todo mundo vive… E por ai vai…

O pecado tornou-se “normal”, e ainda “coisa da moda”, todo mundo segue, faz, copia; por isso: “Confessa-lo para que, se ele não tem mais dimensão de “pecado” em minha vida?”

7.Jesus nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações” (Cf. II Cor 1, 22). Ele nos escolheu, nos separou, nos marcou para que pertencêssemos a Ele e não ao pecado, e quando neste cairmos, nós podemos dizer como o salmista: “Curai-me Senhor, pois pequei contra vós!” e assim, recomeçar! Mas, infelizmente dificilmente se ouve isto, pois o homem do século XXI prefere permanecer doente ao ser curado.

O pecado nos deixa paralíticos! Não nos permite movimentar na graça de Deus! Por isso é necessário o perdão, o arrependimento, a confissão, a vontade de acertar e recomeçar, para que possamos como “novas criaturas” andar na graça de Deus! Não tem outro caminho, nem outro modo, mas a escolha permanece sempre nossa: Quero eu ser paralítico diante de Deus por conta da minha opção pelo pecado, ou quero me movimentar livremente em sua graça?

8. Que possamos confiar no Senhor eem sua Misericórdia, exultar de alegria pela salvação que Ele nos trouxe, cantar a Ele cantos de gratidão pelo bem que Ele nos faz (Cf. Sl 12,6), e assim procurando o que é reto, realizar a sua vontade em nossas palavras e ações.

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa