O Tempo de Deus

O tempo é algo que rege a nossa vida, pelo tempo nos organizamos. Nossas atividades humanas estão ordenadas ao tempo, um tempo determinado. Para nós cristãos, o nosso tempo deve ser determinado por Deus, cumprido de acordo com a sua vontade: o tempo Dele e não o nosso. Aceitar o tempo de Deus é aceitar o que Ele prepara e o que Ele permite.

O Eclesiástico nos ensina: “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz”. (Eclo 3,1-8).

Tudo tem seu tempo. Por isso não podemos desperdiçar a vida com coisas inúteis. É preciso ter compromisso com o tempo, compromisso com Deus, compromisso com os irmãos e conosco mesmos.

Certa vez Jesus perguntou aos discipulos: “Quem sou eu?”. A resposta vem de Pedro: “Tu és o Cristo de Deus”. Jesus proíbe a Pedro e os outros que digam quem Ele é, porque primeiro é preciso compreender em que sentido Ele é o Cristo. A referência é para a “Hora da Paixão”. (Cf. Mt 16,13-20).

Jesus ora porque só na fé Ele pode ser reconhecido. Pedro, embora professe de modo grande a sua fé, também não compreende no primeiro momento a postura e a identidade de Jesus. Jesus adiante irá rezar para que Pedro confirme na fé os seus irmãos, para que compreendam o sentido de sua Paixão.

Isto acontece no tempo atual, nos dias de hoje, na Igreja, enquanto caminhamos na fé sempre temos a necessidade de sermos confirmados na fé por Pedro, no magistério, na Doutrina e na Palavra.

Jesus nos questiona: “Quem sou eu?” Ele espera de nós uma resposta pessoal, espera também que tomemos parte em sua Paixão e Morte. Espera ainda que cada um se comprometa com Ele e com sua obra.

O Salmista canta: “Vós fostes Senhor um refugio para nós” (Cf. Sl 42). De fato, Ele é nosso refúgio seguro, mas, Nele nos refugiamos porque realmente necessitamos de segurança ou porque simplesmente mascaramos o que realmente somos atrás da Santa Imagem de Deus?

Iniciamos a Semana Santa. Estamos vivendo um tempo especial, porque não dizer um tempo de Deus. Mais do que celebrações, a Semana Santa é marcada por este tempo de salvação, que nos convida a parar e penetrar nos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Cristo Jesus.

Iniciamos a Semana Santa, iniciamos um tempo de retiro.

Esta santa semana é tempo de nos refugiar em Deus, por isso levemos nestes dias alguns pontos para a nossa reflexão:

  • Tenho vivido o tempo de Deus ou o meu?
  • Tenho me comprometido com a obra do Pai realizada na Paixão, Morte e Ressurreição do Salvador?
  • Quem é Jesus para mim?
  • Estou realmente aberto à ação de Deus na minha vida ou vivo desta ação apenas em momentos?

A Semana Santa é este tempo de reinflamar o carisma de Deus que há em nós (Cf. 2Tm 1,1-3.6-12). É tempo de nos unir à Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, com Ele morrer e ressuscitar para a vida nova, “porque Ele levou sobre si as nossas dores…”

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

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