Milagres:Manifestação do amor libertador de Deus

Podemos definir o milagre como “manifestação do amor libertador de Deus” que intervém na história e na natureza humana.

Em I Sm 1,9-20, encontramos o relato sobre uma mulher chamada Ana que clama a Deus por um milagre: um filho. Sua oração é simples e cheia de confiança, seguida de uma promessa igualmente simples, a de consagrar o seu filho a Deus (Cf. I Sm 1,11). Este filho é Samuel, aquele “que ouvir a Deus”, nascido de um milagre e que será constituído profeta do Povo de Deus.

Ana ao se colocar diante do Senhor e ao pedir-lhe o milagre da maternidade compreende duas coisas que servem de ensinamento a todos nós:

1º. Deus tem sua parte na vida de cada homem, ou seja, Ele pode entrar, intervir, agir quando e como quiser; a força de Deus pode e tudo pode, mesmo diante da fraqueza e dúvida do homem.

2º. Um “filho” é sempre obra, benção de Deus, e por isso deve voltar a Deus – Eis a razão porque Ana consagra seu Filho ao Senhor.

Na vida de cada um de nós existe a parte de Deus e a nossa parte. É utilizando-se de sua parte que Deus realiza em nós os seus milagres diários e em nossa parte compreendemos que a história de cada um começa antes de existirmos, na esperança de quem nos desejou e esperou. Por isso é que se diz que o Amor de Deus e dos pais estão na origem de toda vida humana.

Jesus tinha o costume de ensinar na Sinagoga, e Marcos afirma em sua narrativa que Ele causava grande admiração, pois seus ensinamentos eram baseados na Escritura e em sua autoridade que provinha do próprio Deus, portanto de origem divina (Cf. Mc 1,21-22).

Mais espanto e admiração se causava quando Ele realizava “milagres e sinais”. O mesmo evangelista nos conta que um homem possuído por um espírito impuro o reconhece como Santo de Deus, o Messias. Jesus o domina e o expulsa do homem. Então se espalha “a fama” de Jesus por toda a Galiléia.

É preciso ter cuidado aqui. Jesus não é milagreiro, mas o Senhor dos milagres. Ele não os realiza simplesmente para provar que Ele pode ou chamar a atenção para si. Ele o faz por dois motivos:

1º. Fundado no ensinamento novo que veio trazer e com a autoridade divina que o Pai lhe deu.

2º. Como manifestação do seu amor que liberta, cura e transforma o homem.

A autoridade de Jesus é dada por Deus Pai, vem do alto. Esta autoridade reconhece os homens e até os demônios. É a autoridade do Filho de Deus, nosso Salvador que nos atrai à sua Presença, ao qual adoramos não por temor ao seu poder, mas porque Ele nos ama e nos liberta e nós, de espontânea e livre vontade acolhemos sua Palavra na certeza de que esta é a norma da nossa vida, a fonte de todas as graças, bênçãos e milagres que Ele continua a realizar todos os dias em nosso favor.

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

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