Louvai a Deus sem cessar!

Aleluia. Louvai o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu majestoso firmamento.
Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita.
Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara.
Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta.
Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes. Tudo o que respira louve o Senhor!

(Salmo 150)

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No louvor o homem se dirige a Deus, o elogia, enaltece, bendiz, exalta, glorifica. Quem entoa o louvor se confia a Deus, pois louvar é confiar em Deus e uma bela expressão de gratidão por tudo o que Ele nos faz:

 “O louvor pensa mais na pessoa de Deus do que em seus dons, é mais teocêntrico, mais perdido em Deus, mais próximo da adoração, está no caminho do êxtase. Os hinos de louvor estão geralmente desligados dum contexto preciso e cantam a Deus porque Ele é Deus” (Vo­cabulário de Teologia Bíblica, Tradução de Frei Simão VOIGT, OFM, Vo­zes, Petrópolis, 1992)

 “O louvor é a forma de oração que reconhece o mais imediatamente possível que Deus é Deus! Canta-o pelo que Ele mesmo é; da-lhe glória, mais do que pelo que Ele faz, por aquilo que Ele é. Participa da bem-aventurança dos corações puros que o amam na fé antes de o verem na glória. Por ela, o Espírito se associa a nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus, dando testemunho ao Filho Único em quem somos adotados e por quem glorificamos o Pai. O louvor integra as outras formas de oração e as leva Àquele que é sua fonte e termo final: Deus mesmo!” (CIC 2639)

Portanto, o louvor é dirigido a Deus por aquilo que Ele é e faz. No louvor nos perdemos em Deus e declaramos que Ele é Deus e não há outro, o exaltando assim em nossa vida.

Toda oração da Igreja e dos seus filhos, quando feitas de coração e na sinceridade se tornam atos de louvor Àquele que é o responsável por todas as coisas: Deus!

Por isso mesmo que a oração de louvor é uma oração poderosa, uma oração que bombardeia os céus, uma oração a qual Deus não resiste.

Louvando a Deus alcançamos dele a felicidade, o fazemos feliz também porque o exaltamos e o enaltecemos e ainda cumprimos a finalidade para a qual fomos criados: para o seu louvor (Cf. Is 43,21). E neste sentido Santo Agostinho nos recorda: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti…”.

Fomos postos nesta Terra para contar os feitos do Senhor e para louvá-lo sem cessar em todas as circunstâncias: nos momentos bons, pois Deus nos adquiriu para o louvor de sua glória (Cf. Ef 1,3-14); naqueles momentos que nos parecem ruins e difíceis (Cf. I Ts 5,16-18); nas provações, dificuldades, medos (Cf. Rm 8,28).

O caminho do louvor se dará na fé que recebemos do próprio Deus e na confiança que nele depositamos. Por vezes não entendemos o que pode acontecer em nossa vida, por isso é preciso confiar, louvar a Deus e estar atentos ao seu trabalho em nosso favor.

Podemos nos lembrar de Jó, homem prudente e fiel a Deus, que tinha tudo em sua vida e de repente teve sua fé posta à prova pelo diabo a fim de conseguir da boca de Jó um ultraje contra Deus. Jó perde tudo, mas mesmo assim Ele louva a Deus e continua a confiar em sua misericórdia e proclama a certeza de que “o Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Cf. Jó 19,25).

Quem louva a Deus, não duvida do seu poder, crê Nele e em sua Palavra e sabe que no tempo certo Deus agirá poderosamente assim como agiu na vida de Jó. A fé é condição, pois sem ela ninguém pode louvar ou crer nisto de coração.

Quem louva a Deus está aberto à sua vontade, e Deus certamente manifesta seu poder na hora certa. E mais: o louvor nos predispõe a aceitar a vontade de Deus em todas as circunstâncias, uma vez que é sinal de nossa adesão.

Quem louva adquire de Deus todas as espécies de graças espirituais e materiais, alcança cura e libertação e a graça mais especial que é a graça do Espírito Santo. O louvor é o meio mais eficaz para sua ação e para dele nos preenchermos, Ele que é fonte de todas as graças.

Quem se põe a louvar a Deus não deve louvá-lo da boca para fora, mas, em verdade e em espírito… No Espírito Santo. Para o louvor ser eficaz deve ser inspirado pelo Espírito Santo.

O louvor de verdade é aquele que está de acordo com a nossa situação de vida, com nossos sentimentos e pensamentos. Louvor artificial não agrada a Deus e nem deve ser mascarado. Do jeito que estivermos e como estivermos, é assim que devemos nos apresentar ao Senhor. É assim que se oferece a Ele um louvor em verdade e em espírito em qualquer circunstância.

O louvor agrada a Deus e nos faz bem! É este o desejo de Deus que o louvemos até o fim. Assim romperemos todas as barreiras que nos separam de seu amor e suas graças.

Quando, pois formos louvar a Deus o louvemos em primeiro lugar por aquilo que Ele é, Deus! Em segundo lugar por aquilo que Ele fez e faz ao longo da História da Humanidade. Por ultimo o louvemos por aquilo que Ele tem feito e está fazendo na vida de cada um de nós.

No louvor estamos indo de encontro à eternidade: “Como será intensa aquela felicidade, onde não haverá nenhum mal, onde não faltará nenhum bem, e onde não faremos outra coisa senão louvar a Deus, que será tudo para todos”. (Santo Agostinho)

Abramos o coração para experimentar o louvor verdadeiro, o louvor que agrada a Deus, o louvor em verdade, inspirado pelo Espírito Santo.

“Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais.Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor”. (Ef 5,19)

Sem. Rodolfo Marinho de Sousa

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